sua previdência

é boa mesmo?

Quando eu era jovem (digo, mais jovem!), lembro de ter ficado deslumbrada com os benefícios oferecidos no meu primeiro emprego – vale-transporte, tíquete alimentação, plano de saúde… plano de previdência.

Sabe quando você tem de preencher um formulário e ninguém explica o que cada uma das opções significa direito – e você só vai colocando “sim”? Afinal, se chamam de benefícios, devem ser coisas boas, não?

Pois é, foi mais ou menos isso que aconteceu comigo e com o meu primeiro plano de previdência. Ninguém me explicou o que eu deveria escolher. Eu não perguntei.

Naquela época, eu estava iniciando no mundo de investimentos e entendia quase nada sobre previdência (o “quase” foi generoso, não sabia uma vírgula sobre o assunto).

Em meio a siglas estranhas – PGBL e VGBL – e palavras difíceis – progressiva, regressiva – fiz o famoso uni duni tê e escolhi um plano aleatoriamente. Mais tarde, quando aprendi sobre previdência privada, entendi a burrada que tinha feito.

Gastamos muito tempo avaliando o carro, o celular e o imóvel que queremos comprar, porém, quando se trata de previdência, pegamos a primeira que nos é oferecida.

Quando nos damos conta, já se passaram anos, e uma boa parcela do nosso suado dinheiro ficou alocada em um produto ruim. Por sorte, percebi rápido. E hoje tenho uma excelente previdência – sim, elas são raras, mas existem, e podem ajudar você a economizar muitos impostos, como vou mostrar hoje ainda.

O pior é que a minha história é mais comum do que se imagina.

E é por isso que quero convidar você a ler este relatório-presente até o final – porque hoje vou mostrar os quatro passos para você descobrir se a sua previdência é mesmo tão boa quanto você pensa.

Mas, antes, muito prazer! 

Sou Luciana Seabra, CEO da Spiti, e misturei duas formações, em Comunicação e Economia, com o propósito de ajudar as pessoas a ganharem mais dinheiro investindo melhor. Também sou analista CNPI e planejadora certificada CFP®.

Reuni 40 pessoas em torno do mesmo propósito para construirmos juntas, começando em 2019, uma casa de análise regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cujo objetivo é fazer recomendações de investimentos com alto potencial de acerto, em uma linguagem acessível a todos. O nome dela é Spiti, “casa”, em grego – porque investimento não é nada de outro mundo, mas, sim, algo que se discute de forma cotidiana, caseira, próxima.

Uma condição é decisiva para nós: eu e minha equipe temos independência total para recomendar apenas os produtos em que acreditamos, seja qual for a gestora, corretora ou banco. Você vai ver essa independência ao acompanhar nosso trabalho.

É isso que fazemos aqui na Spiti. Ao receber este relatório-presente, você passa a fazer parte do grupo de pessoas que têm acesso a orientações de investimento de alto nível e em bom português. Um grupo ainda seleto, mas que, se depender da gente, vai se ampliar cada vez mais.

Somos independentes porque quem paga pelo trabalho meu e de minha equipe são os nossos clientes. Jamais somos comissionados pelos produtos que recomendamos.

Você não está pagando nada por este relatório – ele é uma amostra grátis para conhecer o nosso trabalho. 

E agora, vamos ao que interessa?  

Aqui vai o passo a passo para você descobrir se a sua previdência é boa mesmo:

PASSO 1

O primeiro passo é bem simples: entre no site da seguradora da qual você contratou o seu plano de previdência e acesse a sua conta. Em seguida, identifique qual dos dois tipos de previdência escolheu: PGBL ou VGBL.

Legal, Lu, já sei qual escolhi. Agora, como sei se o produto é ideal para mim?

Vamos lá!

Os termos pouco dizem, não é mesmo? Mas já adianto que eles são fundamentais para que seu dinheiro esteja bem investido.

Para saber qual dos dois é o ideal, há duas perguntas básicas que você precisa responder: 

Se respondeu “sim” às duas perguntas, a melhor opção para você é o PGBL. Nele, é possível abater o valor investido em até 12% de sua renda tributável anual no IR.

Para ficar mais fácil de entender: pense que sua receita anual total (entre salários, aluguéis recebidos e outras rendas tributáveis) foi de R$ 100 mil. Você pode, então, deduzir aportes feitos em um plano de previdência PGBL no valor de até R$ 12 mil. É o que chamamos de “troco no Leão”: você deixa de pagar imposto agora em cima desses R$ 12 mil para pagar lá na frente – quando o saldo for convertido em renda ou, eventualmente, você sacar o saldo.

Lá na frente você vai pagar imposto em cima desse dinheiro (sobre o qual vai deixar de pagar hoje) e também sobre o rendimento – mas bem menos do que pagaria hoje se executar bem o segundo passo.

Agora, caso você tenha respondido “não” para uma das perguntas acima, o melhor caminho é o VGBL. Neste, apesar de não ter o tal “troco no Leão”, há outros benefícios tributários, que você vai perceber no segundo passo.

O PGBL é muito menos usado do que deveria porque, de um lado, as pessoas têm preguiça de explicar e, de outro, preguiça de entender. Por isso, historicamente, criou-se a ideia de que o VGBL é a melhor opção para qualquer pessoa – e isso não é verdade.

Essa decisão no momento da escolha é crucial, porque além de ser irreversível, vai determinar o quanto você vai economizar de impostos.

Se escolheu o produto certo para você, parabéns, você passou do primeiro passo!

Agora, caso você tenha escolhido o produto errado, não se preocupe! Eu disse que a decisão entre PGBL e VGBL é irreversível, mas não insolúvel. Basta você parar de investir no produto errado e passar a investir no certo. Não tem problema nenhum você ter vários produtos de previdência.

Vamos seguir em frente?

PASSO 2

Aqui vamos falar sobre tributação (prometo que o assunto não é tão chato quanto parece!).

Nesse passo, você vai identificar se escolheu a tabela progressiva ou regressiva – as que mostram como o imposto vai incidir sobre seus investimentos em previdência:

Atenção:

no mundo da previdência privada, quanto mais a sua renda aumenta, mais a tributação progressiva segue esse rumo. Ou seja, se a ideia é ter uma quantia considerável investida, esse tipo de arranjo tributário não é a melhor opção.

No entanto, se você acha que sua renda da aposentadoria permanecerá na alíquota de 0% a 7,5% (sim, aqui é possível não pagar imposto, o máximo do “troco no Leão”), a tributação progressiva é ideal. Veja a tabela de 2021 abaixo, como uma referência:

Fonte: Receita Federal

Como essa tabela varia ao longo dos anos, não consigo precisar qual o valor da renda daqui a 30 anos que será considerado isento ou pagará menos de 15% de imposto.

Tenha em mente, entretanto, que sua renda de aposentadoria deverá ser baixa para fazer sentido escolher a tabela progressiva – se fosse hoje, de menos de R$ 2.826, incluindo outras rendas mensais que não de aposentadoria, como um aluguel, por exemplo.

A tributação regressiva, por sua vez, como o nome diz, vai diminuindo com o tempo. Veja:

Fonte: Receita Federal

Ou seja, você pode chegar a pagar somente 10% de imposto se escolher a tabela regressiva. Mas precisa esperar cada aporte maturar mais de dez anos para chegar a tal tributação. Por isso costumamos recomendar previdência para um dinheiro de longo prazo.

Retomando o exemplo do passo 1, se você investir hoje R$ 12 mil em um PGBL e estiver na última fatia de imposto de renda, terá deixado de pagar um imposto de 27,5% sobre esse dinheiro hoje para pagar 10% quando for se aposentar. Fora que vai ganhar tempo para fazê-lo render. Baita vantagem, percebeu?

Importante:

Se você escolheu um produto de tributação regressiva, não poderá migrar para um de progressiva. Porém, se optou pela tributação progressiva, pode mudar para a regressiva – nesse cenário, o cálculo das alíquotas começa a valer na data da troca do tipo de tributação. Mesmo que você tenha sua previdência há anos, a nova tributação escolhida começa na alíquota do topo da tabela (35%). 

Qual tabela é melhor para você?

Não existe resposta certa ou errada, mas sim aquilo que eu chamo de “exercício de futurologia” – um pouco de adivinhação misturado com planejamento.

Começo esse exercício perguntando: você acha que no momento de sua aposentadoria, você terá até R$ 2.800,00 de renda mensal – tomando como referência a tabela de hoje?

Se a resposta for “sim”, a melhor tabela é a progressiva, já que nesse caso seu imposto será de até 7,5%. Se for “não”, a regressiva.

E, se no meio do caminho você perceber que vai ter uma renda maior do que imaginava, pode mudar para a regressiva.

Mas se desde já achar que vai ter uma renda maior, opte pela regressiva.

Agora que você sabe qual plano de previdência mais combina com você, vamos falar do recheio do plano, o fundo:  

PASSO 3

Você sabia que hoje, no Brasil, temos em torno de R$ 1 trilhão investidos na previdência aberta, sendo que deles, R$ 844 bilhões, estão alocados somente em renda fixa?

Se isso não diz nada a você, deixa eu explicar: brasileiras e brasileiros não diversificam seu portfólio de investimentos quando o assunto é previdência.

Há muitas pessoas dentro de estratégias de renda fixa, só que a taxa Selic, que serve de referência para os juros de toda a economia, despencou nos últimos anos, chegando a bater 2% ao ano em seu menor patamar.

Os juros têm voltado a subir, mas dificilmente os especialistas veem a taxa em dois dígitos de novo.

Grande parte dos produtos de renda fixa têm seus retornos atrelados à Selic, ou seja, passaram a render bem menos. Outros, que investem em títulos prefixados e indexados à inflação, têm tendência menos óbvia, mas tendem a perder com o movimento de alta de juros e vêm sofrendo com a volatilidade.

Você que estava esperando ter uma renda melhor que a garantida pelo INSS, poderá se frustrar lá na frente. Assim não vale, né?

Como analista de investimentos, acredito que todo mundo tem de ter uma previdência diversificada, com uma carteira que contenha moedas, ações, investimentos internacionais, além, é claro, dos títulos públicos e privados.

A boa notícia é que o mercado de previdência está se modernizando – e se diversificando – a cada dia que passa. Estão surgindo produtos muito interessantes, de ótimos gestores, muitos não ligados aos bancos tradicionais.

Hoje você vê gestoras brasileiras renomadas, como Ibiuna, Verde e SPX, para citar o universo dos multimercados, criarem bons produtos de previdência. Também casas especialistas em ações e em crédito privado têm lançado produtos cada vez melhores. Um mix de alguns deles é, na minha visão, a melhor opção para a sua previdência.

Para fecharmos o passo 3, fique com essa reflexão: se você já diversifica o seu portfólio de investimentos, por que não faria o mesmo com a sua previdência?

Neste momento, descubra o CNPJ do fundo em que você investe hoje e coloque no Google ou em um comparador de fundos gratuito. Verifique seu retorno em janelas longas em relação ao referencial das aplicações conservadoras – CDI – e veja seus documentos para entender em que tipo de ativo ele investe.

Enfim, chegamos ao último, mas não menos importante:

PASSO 4

Você já escolheu entre PGBL e VGBL; tabela regressiva ou progressiva; já conferiu se seu plano investe exclusivamente em renda fixa. O que mais você precisa se atentar? Custo!

De nada adianta ter um ótimo produto de previdência, adequado ao seu perfil, e estar pagando valores desnecessários.

Preste bem atenção nas seguintes taxas:

Observe se a estrutura de custo é adequada e se o retorno líquido dessa estrutura compensa. O retorno, bom você saber, é sempre divulgado líquido das taxas.

Para concluirmos (por enquanto…)

Se chegou até aqui e percebeu que tem um ótimo plano de previdência em mãos, meus parabéns – você já está na frente de milhões de brasileiros e brasileiras.

Mas não se acomode! É sempre bom se atentar às evoluções do mercado e buscar produtos, de fato, diversificados.

Agora, se você notou que sua previdência não é tão boa, por favor, não desista!

O grande charme – e privilégio – do investimento de previdência é a portabilidade. Você não precisa se manter fiel a um banco ou seguradora para sempre se não quiser. Não custa nada, literalmente, mudar seu dinheiro de um produto para o outro.

Em resumo:

Como portar? É só ir à seguradora de destino e manifestar seu interesse de levar sua previdência para ela, assim como você faria se desejasse portar de uma operadora de celular para outra.

Nem sempre é fácil encontrar o produto ideal neste vasto mundo de ofertas de previdência.

Entretanto, se você entrou numa furada, é possível escapar, assim como eu mudei de rota anos atrás. E saiba que eu estou aqui para facilitar o máximo possível esse processo para você.

Espero que tenhamos outras oportunidades de conversar sobre oportunidades em previdência. O mais difícil – fazer um diagnóstico do produto atual e tomar uma decisão sobre o futuro – já fizemos hoje.

Se você puder tirar mais um minuto e me dizer se as informações e recomendações que eu dei acima ficaram claras, por favor, clique no botão abaixo e me responda algumas perguntinhas?

Isso é fundamental para que eu saiba se estou no caminho certo.

Basta clicar no botão abaixo:

Um abraço,

Luciana Seabra 

<strong>Luciana Seabra</strong>
Luciana Seabra

é CEO da Spiti, CFP® (planejadora financeira certificada), analista CNPI, jornalista e mestre em Economia. Escreveu para o Valor Econômico e foi sócia da Empiricus. Especialista em fundos de investimento, publicou o livro Conversas com gestores de ações brasileiros, editado pela Companhia das Letras. Foi premiada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pelo seu trabalho de educação ao investidor.


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Sou a Luciana Seabra, CEO da Spiti, e misturei duas formações, em Comunicação e Economia, com o propósito de ajudar as pessoas a ganharem mais dinheiro investindo melhor. Também sou analista CNPI e planejadora certificada CFP®.

Reuni 42 pessoas em torno do mesmo propósito para construirmos juntas, começando em setembro de 2019, uma casa de análise regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cujo objetivo é fazer recomendações de investimentos com alto potencial de acerto, em uma linguagem acessível a todos. O nome dela é Spiti, casa em grego – porque investimento não é nada de outro mundo, mas, sim, algo que se discute de forma cotidiana, caseira, próxima.

Uma condição é decisiva para nós: eu e minha equipe temos independência total para recomendar apenas os produtos em que acreditamos, não importa em que gestora ou corretora.

Você vai ver essa independência ao acompanhar nosso trabalho.

É isso que fazemos aqui na Spiti. Ao receber este nosso relatório-presente, você passa a fazer parte do grupo de pessoas que têm acesso a orientações de investimento de alto nível e em bom português. Um grupo ainda seleto, mas que, se depender da gente, vai se ampliar cada vez mais.

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Você não está pagando nada por este conteúdo – ele é uma amostra grátis para conhecer o nosso trabalho.

Até mais!

Luciana Seabra e Spiti


Este relatório de análise foi elaborado pela Spiti Análise Ltda. (“Spiti Análise” ou “Spiti”) de acordo com todas as exigências previstas na Instrução CVM nº 598, de 3 de maio de 2018, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Spiti Análise não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelos assinantes com base no presente relatório. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Spiti Análise e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Spiti Análise estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários da Spiti Análise. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de investidor. Antes de qualquer decisão, os assinantes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes. Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Spiti Análise. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Spiti. A Spiti se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo.