Fundos fora de série

em que você pode investir com

mil reais

Eu me lembro, como se fosse hoje, da emoção que era abrir o embrulho dos presentes de Natal quando criança. Foi maravilhoso desempacotar a Pipoqueira da Estrela, que, apesar de ser um brinquedo, fazia pipoca de verdade! Também me recordo da deliciosa sensação de ver embaixo da árvore o Meu Primeiro Gradiente – na certa você conheceu também o gravador portátil (com fita cassete) colorido, que vinha com um microfone. Até vi que voltou a vender no último Natal.

Se você nasceu depois dos anos 1990, talvez não entenda essa sensação que estou descrevendo. Mas o fato é que, naquela época, a oportunidade de ganhar brinquedos movidos a pilha era só em datas muito especiais, como o Natal. Eles custavam uma nota.

Um dia desses decidi visitar uma loja de brinquedos – pela tela do computador, claro – e me impressionei com o barateamento de alguns dos meus sonhos de infância.

Hoje dá para levar uma Barbie ou um carrinho de controle remoto para casa sem deixar seu rim para trás.

Conto isso porque comecei a perceber uma evolução muito similar nas que são, hoje, as minhas lojas de brinquedos favoritas: as plataformas de fundos de investimento.

Dia desses eu me peguei dizendo que, “na minha época”, era impossível montar uma boa carteira de fundos sem desembolsar algumas dezenas de milhares de reais. É, estou ficando velha…

Os tempos mudaram, e hoje você investe em um bom fundo para reserva de emergência com menos de R$ 1.000 em algumas corretoras: BTG, Órama, Pi, Vitreo, Rico e XP, sendo que, na maior parte delas, menos de R$ 100 já bastam.

Definitivamente, não é preciso ter muito dinheiro para começar a investir.

Vejo bons fundos multimercados, como os das gestoras Absolute, Garde, Kinea e Legacy, acessíveis em algumas plataformas por R$ 500. Quem diria, né? Quando comecei a analisar fundos, há alguns bons anos, era praxe os bons multimercados terem aportes mínimos de R$ 50 mil.

Tem sido muito gratificante fazer parte desta evolução – de bater na porta das gestoras e pedir para que elas reduzam a aplicação mínima de seus produtos. Porque, sim, ainda há muito produto bom com mínimo alto e muito trabalho pela frente para mudar essa realidade.

Essa mudança não beneficia somente os investidores, mas também as gestoras.

Quando o fundo é bom e tem um aporte inicial muito alto, a maioria das pessoas acaba concentrando uma parte relevante de seu patrimônio em um único produto, e o gestor ganha a responsabilidade de ser o brinquedo do ano. Todo mundo sai perdendo.

Hoje estou aqui para recomendar a você três fundos fora de série (mesmo!) – um de crédito privado, um multimercados e um de ações – que você pode considerar para o seu portfólio, sem se preocupar com aportes mínimos exorbitantes. Eles são apenas uma amostra da diversidade acessível que existe hoje nas plataformas de fundos. Quem sabe conhecendo alguns você se empolga a querer ir além.

Antes de tudo, deixa eu contar sobre como escolhemos fundos

Há muitos anos, dedico a minha vida a escolher fundos de investimento. Faço avaliações quantitativas e qualitativas de todo o mercado – eu e minha equipe avaliamos diferentes janelas de retorno, quanto o fundo entrega em relação ao risco, a correlação com o restante do mercado, a capacidade de lidar com crises e, claro, faço várias visitas aos gestores e aos seus concorrentes. Também gostamos de trocar ideias com quem aloca grandes fortunas. A partir daí, escolhemos aqueles que realmente consideramos aptos a cuidar do seu dinheiro.

Depois, vejo em que corretoras e bancos eles estão e conto para você. Como já comentei, houve casos em que o fundo só era oferecido a clientes de altíssimo patrimônio ou que o mínimo a ser investido era alto demais. E eu trabalhei para convencê-los a oferecer também ao varejo.

Vale ressaltar que a análise para a escolha dos fundos fora de série deste relatório-presente não é curto-prazista e não leva em conta apenas seu desempenho no último ano. Analisar uma janela tão curta de tempo não garante que esses fundos sejam, de fato, os excepcionais (ou foras de série).

Ao contrário, nós olhamos janelas móveis de retorno, isto é, para fundos de multimercado, por exemplo, acompanhamos a evolução de um investimento em intervalos de três anos. Para fundos de ações, vemos, pelo menos, intervalos de cinco anos. Além disso, estamos sempre atentas à volatilidade, ou seja, ao grau de risco que o investimento estava exposto durante esses intervalos de tempo.

Resumindo: fazemos uma análise minuciosa para sugerir o melhor investimento a você.

Para deixar tudo às claras: quem paga pelo nosso trabalho?

Quem paga pelo meu trabalho e de minha equipe é quem assina nossas publicações. Jamais somos comissionados pelos produtos que recomendamos. Você não pagou nada por este relatório – ele é uma amostra grátis para você conhecer o que fazemos. E também não vai pagar nada pelas newsletters que vai receber no seu e-mail a partir de hoje.

Isso porque quero que você nos conheça de perto e decida se quer assinar nossa série de relatórios mais à frente.

Por que gostamos de fundos de investimento?

Os fundos são uma forma de deixar o investimento nas mãos de um profissional. Eu sou uma especialista em investimentos, e gastar meu tempo consertando o aquecedor da água do chuveiro seria jogar tempo e dinheiro fora (com boa possibilidade de explodir a casa).

Da mesma forma, você já tem sua profissão. Então, você pode escolher se dedicar ao que faz melhor e delegar a alocação do seu patrimônio para excelentes profissionais especializados.

A questão é: como saber quem é bom e quem não é?

É exatamente nisso que quero ajudar você. O Brasil tem cerca de 19 mil fundos. Eu e minha equipe recomendamos menos de 1% deles. O que eu trago para você aqui são três dos melhores em seus segmentos, que estão abertos hoje em diferentes corretoras.

Bom você saber: fundos de alto nível não ficam abertos para sempre. Eles fecham as portas para novas aplicações quando consideram que a estratégia não é replicável para muito mais dinheiro. Gerir o dinheiro de muita gente é como fazer comida para uma galera, sabe? Perde qualidade. Por isso os bons fecham. Sendo assim, caso se anime com alguma estratégia abaixo e ela esteja de acordo com seu perfil, não demore.

Passemos, então, aos fundos de hoje!

1. CAPITÂNIA PREMIUM / CRÉDITO PRIVADO


O primeiro deles pertence à gestora Capitânia Investimentos, o Capitânia Premium. A equipe é especializada em crédito privado, portanto, dedica-se exclusivamente à seleção de diferentes títulos dessa natureza – de letras financeiras a debêntures.

Lu, você pode me explicar o que é isso?

Claro! Crédito é o dinheiro que emprestamos para alguém ou para alguma instituição. As letras financeiras são empréstimos a bancos; as debêntures a empresas, por exemplo. Existem diversas formas de crédito privado no mercado.

E o que faz um gestor de um fundo como esse?

Seu trabalho é selecionar as melhores oportunidades que existem no universo dos títulos de crédito privado.

Um aspecto crucial quando falamos de crédito é a credibilidade (não é um trocadilho). Imagino que você só empreste dinheiro para alguém de máxima confiança, esperando que essa pessoa pague, certo? Com instituições não é diferente. Então, é imprescindível que seja realizada uma análise detalhada e cautelosa sobre a credibilidade da empresa para a qual emprestamos o nosso dinheiro.

A Capitânia é mestre nisso. A gestora está no mercado brasileiro desde 2003, é independente e gere R$ 7,5 bilhões em ativos. A área de crédito privado é comandada por Arturo Profili, um dos profissionais que mais admiro no mercado. Sua equipe é extremamente sistemática e organizada para analisar as garantias de crédito – aquelas que nos fazem ter certeza do nível de confiabilidade da instituição emissora do papel.

Abaixo, um raio X do Capitânia Premium:

Observe que o resgate do montante investido é realizado em 45 dias a partir da data de solicitação. Pode parecer muito tempo para quem quer liquidez imediata. Mas, veja, liquidez imediata é para reserva de emergência.

Agora, títulos de crédito não podem ter um período de carência tão curto, como de três ou cinco dias úteis. Afinal, se boa parte dos investidores de um fundo de crédito privado começar a resgatar seu dinheiro ao mesmo tempo, especialmente em momentos de estresse (crises econômicas ou pandemias, por exemplo), pode haver um colapso desses fundos.

Confie em mim: os 45 dias para resgate do dinheiro investido significa que o gestor é cauteloso e que está calculando o tempo que precisará para poder liquidar tudo o que tem em mãos, para poder honrar os pagamentos sem prejuízo ao fundo.

Gosto desse fundo para aquele dinheiro que você sabe que não precisará nos próximos seis meses.

Vamos para o segundo fundo fora de série?

2. KINEA CHRONOS MULTIMERCADO


Agora vou lhe apresentar um fundo multimercado. Como o próprio nome diz, estamos falando de um tipo de fundo que tem liberdade para investir em diferentes tipos de mercados (título público, moedas estrangeiras, ações e por aí vai).

Esse tipo de investimento, diferentemente do primeiro, é para aquele dinheiro que você não pode tocar nos próximos três anos (sim, uma janela de tempo um pouco maior).

A Kinea nasceu em 2007 com o objetivo de fazer gestão de investimentos de longo prazo de forma independente, mas com o respaldo de um dos maiores grupos financeiros do país, o Itaú Unibanco, seu sócio.

Quando surgiu no mercado, a Kinea tinha como propósito ser uma gestora de multimercados e hoje, depois de anos de estrada, é uma plataforma com diversas áreas de atuação, como fundos imobiliários, private equity, previdência, dentre outras.

Um dos gestores de que mais gosto e que está na Kinea há anos é o Marco Aurelio Freire. Em sua trajetória profissional, passou pela Franklin Templeton, uma das maiores gestoras de ativos do mundo. O cara é fera e realmente pensa fora da caixa!

Um dos aspectos que me fazem gostar bastante do Kinea Chronos é que se trata de um multimercado que sempre investe em ativos da bolsa de valores, equilibrando com outros de renda fixa.

Além disso, o Marco se preocupa bastante com o risco, montando proteções quando percebe que o mercado está calmo demais e que, por isso, pode se aproximar um período de estresse – lembrando, os mercados são cíclicos.

Você encontra o Kinea Chronos com nomes um pouco diferentes, a depender da corretora ou banco que você procurar:

E chegamos ao último fundo fora de série!

3. IP PARTICIPAÇÕES / AÇÕES


Ao passo que vamos avançando nos fundos e em seu potencial de ganho, avançamos também na janela de tempo adequada para o investimento permanecer em cada um deles. No caso deste fundo, que é de ações, recomendo que o dinheiro investido nele seja aquele de que você não precisará pelo menos nos próximos cinco anos.

Afinal, falar de ações é falar do longo prazo. Quando um gestor escolhe empresas de qualidade e investe por período longos, o risco de elas darem errado é muito menor. No curto prazo, o mercado fica muito sujeito ao humor dos participantes, a situações políticas e outros fatores de estresse.

Por isso o ideal é você dar tempo para as empresas escolhidas pelo gestor para compor o fundo maturarem e atravessarem as fases ruins do ciclo.

Eu tenho um apreço especial pelo IP Participações, da IP Capital Partners – foi um dos meus primeiros investimentos.

No início, o fundo era destinado apenas a investidores qualificados, aqueles que declaram ter mais de R$ 1 milhão em investimentos. Para você ter uma ideia, o seu aporte mínimo era de R$ 100 mil. Fico feliz que a realidade tenha mudado – insisti muito por isso – e que o mínimo tenha baixado consideravelmente (hoje é de apenas R$ 1 mil). Agora, além de poder investir nele, eu também posso recomendá-lo a um número bem maior de pessoas.

O mais interessante é que a IP Capital Partners foi fundada por dois veteranos da bolsa, Christiano Fonseca, atual CEO, e Roberto Vinhaes, que hoje tem sua própria gestora. A experiência e a visão deles contribuíram para a construção de uma gestora sólida e de fundos igualmente robustos.

O IP Participações, inclusive, “sacode” menos que o índice do Ibovespa. E sabe por quê? Porque o fundo investe em inúmeras ações, de dentro e de fora do Brasil. Além das empresas brasileiras, passam pela carteira do fundo companhias como Netflix e Facebook.

 A diversificação potencializa o retorno com risco mais controlado, veja só no gráfico:


Para nos despedirmos (mas só por enquanto) …

Não precisamos ter rios de dinheiro para investir em ótimos produtos (não mais, ainda bem!). Também não precisamos ser experts em investimentos. Temos por aí profissionais extremamente qualificados para gerir e cuidar do nosso patrimônio.

No vasto mundo dos fundos, quero ser a pessoa que vai ajudar você a entender o que mais combina com o seu perfil, e lhe indicar as melhores opções disponíveis no mercado.

Sem rodeios, nem amarras, quero convidar você a embarcar comigo nessa. Vamos?

Se você puder tirar mais um minuto e me dizer se as informações e recomendações que eu dei acima ficaram claras, por favor, clique no botão abaixo e me responda algumas perguntinhas?

Isso é fundamental para que eu saiba se estou no caminho certo.

Basta clicar no botão abaixo:

Um abraço,

Luciana Seabra

<strong>Luciana Seabra</strong>
Luciana Seabra

é CEO da Spiti, CFP® (planejadora financeira certificada), analista CNPI, jornalista e mestre em Economia. Escreveu para o Valor Econômico e foi sócia da Empiricus. Especialista em fundos de investimento, publicou o livro Conversas com gestores de ações brasileiros, editado pela Companhia das Letras. Foi premiada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pelo seu trabalho de educação ao investidor.


Este relatório de análise foi elaborado pela Spiti Análise Ltda. (“Spiti Análise” ou “Spiti”) de acordo com todas as exigências previstas na Instrução CVM nº 598, de 3 de maio de 2018, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A Spiti Análise não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelos assinantes com base no presente relatório. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à Spiti Análise e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado. O analista responsável pelo conteúdo deste relatório e pelo cumprimento da Instrução CVM nº 598/18 está indicado acima, sendo que, caso constem a indicação de mais um analista no relatório, o responsável será o primeiro analista credenciado a ser mencionado no relatório. Os analistas da Spiti Análise estão obrigados ao cumprimento de todas as regras previstas no Código de Conduta da APIMEC para o Analista de Valores Mobiliários e na Política de Conduta dos Analistas de Valores Mobiliários da Spiti Análise. Os produtos apresentados neste relatório podem não ser adequados para todos os tipos de investidor. Antes de qualquer decisão, os assinantes deverão realizar o processo de suitability e confirmar se os produtos apresentados são indicados para o seu perfil de investidor. Este material não sugere qualquer alteração de carteira, mas somente orientação sobre produtos adequados a determinado perfil de investidor. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir num curto espaço de tempo. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. As informações presentes neste material são baseadas em simulações e os resultados reais poderão ser significativamente diferentes. Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da Spiti Análise. Fica proibida sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da Spiti. A Spiti se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo.