INVISTA NA CHINA:

A ECONOMIA QUE CRESCEU

MESMO COM A PANDEMIA

Em setembro de 2014, graças ao Ciências Sem Fronteiras – programa do Governo Federal que concedia bolsas para alunos de graduação realizarem parte de seus estudos no exterior –, empacotei as minhas tralhas e parti rumo à Inglaterra para cursar Engenharia Mecatrônica na Universidade de Middlesex.

Ter passado um tempo fora do Brasil foi um verdadeiro divisor de águas na minha vida: foi lá que comecei a compreender as minhas aptidões como engenheiro e os rumos profissionais que poderia trilhar dali para a frente.

Foi em Londres, também, que passei a prestar mais atenção a um fenômeno que estava mudando o equilíbrio de forças econômicas no mundo: o crescimento da China.

Middlesex é uma das universidades mais caras do Reino Unido, principalmente para estudantes não residentes na União Europeia.

Quando cheguei no alojamento, dei de cara com vários equipamentos ultramodernos e monitores de ponta espalhados pelos quartos – e tudo aquilo pertencia aos meus colegas chineses, que não faziam questão de esconder seu poder de consumo.

Aliás, a maioria dos estudantes estrangeiros da minha sala vinham do gigante asiático. A China estava deixando de ser um país fechado e predominantemente rural e, claramente, se transformava em uma nação aberta para o mercado mundial.

Essa percepção aumentou durante as aulas. Bastava olhar para os meus colegas chineses: todos com “sangue nos olhos”, focados em adquirir conhecimento para desenvolver tecnologia na sua terra-mãe.

O país mais populoso do mundo, hoje com mais de 1,4 bilhão de pessoas, estava crescendo em um novo âmbito e muito além das suas fronteiras.

De 2014 para cá, muita coisa mudou – eu não segui na Mecatrônica, mas continuo cultivando um olhar aberto para o mundo. E a China ficou no meu radar por todo esse tempo.

É sobre este país, com o maior crescimento econômico dos últimos 25 anos no mundo, que quero conversar com você hoje. Minha intenção é mostrar que colocar um pezinho ali pode não ser nada mal para os seus investimentos. Confia!

Antes de tudo, deixa eu me apresentar.

Muito prazer! Meu nome é Felipe Arrais e, apesar de a minha primeira escolha ter sido a Engenharia, trabalho com finanças desde 2015, quando comecei a prestar consultoria sobre investimentos por conta própria para familiares e amigos.

Um desses amigos dividia apartamento com o André Gradim, diretor de Marketing da Spiti. Foi em um dos seus aniversários que tive a oportunidade de conhecer Luciana Seabra, a “rainha dos fundos” e fundadora da Spiti.

Naquela noite, passei a festa inteira conversando com a Luciana sobre investimentos (e não me preocupando em socializar com absolutamente ninguém na festa). Foi aí que percebi que, talvez, o mercado financeiro poderia ser o meu próximo destino profissional.

Não deu outra. Trabalhei em outra casa de análise por um tempo, onde fui responsável por estruturar o setor global, criando fundos internacionais voltados ao investidor de varejo.

Hoje, estou na Spiti ao lado de uma equipe excepcional, carregando a bandeira da internacionalização dos investimentos, nicho ainda inexplorado por muitas pessoas no Brasil.

Agora que já me conhece um pouco, vamos voltar para a China.

Além de ser o país com um dos maiores crescimentos econômicos anuais do mundo nos últimos anos (em média, de 8% a 9%), foi o único que conseguiu ter resultados positivos durante a pandemia em 2020, crescendo 2,3% naquele ano.

Mesmo sendo o país de origem do novo coronavírus, foi um dos poucos que conseguiram conter a doença e ter sua rotina praticamente normalizada em pouco tempo (impressionante, não é mesmo?).

E como eles fizeram isso? 

Os resultados positivos da China não vieram de ações momentâneas. Há anos o governo aporta seus recursos em investimentos para o desenvolvimento urbano.

Os setores da saúde e tecnologia – essenciais para a contenção do vírus – foram alguns dos mais priorizados pelo país.

Claro que o fato de o governo ter o poder centralizado nas suas mãos ajuda na tomada rápida de decisões drásticas, como isolar uma cidade inteira. Esta centralização política, inclusive, causa alguma resistência em alguns investidores internacionais, mas seus números acabam convencendo outros que vale, sim, apostar em sua economia.

Afinal, a China estava em evidência muito antes de a pandemia começar.

Seu desenvolvimento contínuo e exponencial já a vinha colocando em destaque aos olhos dos investidores e chamando a atenção ao redor do mundo, mas seus produtos manufaturados ainda causavam a desconfiança de outros mercados.

Em algum momento da vida, você deve ter falado ou escutado alguém fazer o seguinte comentário sobre um objeto de má qualidade: “deve ter sido fabricado na China”.

Em parte, isso é verdade – quando a China aumentou sua capacidade produtiva, ela passou a fabricar em massa diversos artigos, principalmente os eletrônicos, e vendê-los a um preço muito abaixo do que era praticado globalmente.

Para alcançar esse patamar, alguns fabricantes acabaram sacrificando a qualidade em prol da quantidade, contribuindo para que essa imagem (a de que os produtos chineses não são bons) fosse atrelada ao país.

No entanto, isso tem mudado nos últimos anos. O país tem investido em aumentar a qualidade do seu produto final. E digo isso com conhecimento de causa – uma das minhas empreitadas, antes do mercado financeiro, foi em uma companhia de produtos eletrônicos. Incrivelmente ou não, nosso maior fornecedor era a China, pois as suas mercadorias eram de altíssima qualidade e preço compatível com o que o produto entregava.

A urbanização do país é outro impulsionador de crescimento

Hoje, 47% da população chinesa é rural. De fato, um número alto comparado com outros países desenvolvidos e emergentes. Mas, se voltarmos para 1970, essa população era de 90%. Em apenas 50 anos, o governo conseguiu criar uma infraestrutura para abrigar 43% da sua população – o que dá mais de 500 milhões de pessoas – nos centros urbanos.

Estima-se que, até 2030, a porcentagem de moradores do campo baixe para 35%. Para alcançar essa meta, o governo chinês precisará criar empregos e desenvolver ainda mais a infraestrutura urbana – o que aumentaria o poder de compra da população e, em consequência, o faturamento das empresas do país.

Legal, Felipe! E para onde a China está crescendo?

O objetivo principal do governo chinês é fomentar investimentos em tecnologia e inovação. E está indo muito bem: o país é o segundo maior do mundo a investir em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), atrás apenas dos Estados Unidos.

Mas a ambição dos chineses não para por aí.

Depois de décadas de investimentos estatais, o seu foco agora é desenvolver o mercado doméstico. Um ótimo exemplo disso é a mais famosa bebida alcoólica chinesa, Baijiu, da Kweichow Moutai – uma das maiores fabricantes de bebida no mundo em valor de mercado – que virou moda no país, mais especificamente no ambiente de negócios: sempre que os chineses terminam uma transação, eles tomam uma dose de Baijiu.  

Você acreditaria se eu dissesse que Baijiu se tornou a bebida mais vendida no mundo, mesmo sendo consumida praticamente apenas na China? Pois é! Esse é o tamanho do potencial do seu mercado interno e é nele, com razão, que seu governo quer focar.

Unindo este objetivo com o cada vez mais elevado poder de consumo da população chinesa, o país tem como resultado um mercado de mais de 1 bilhão de pessoas com condições para gastar e consumir.

Felipe, quero fazer parte disso! Como posso investir na China?

Hoje existem maneiras simples para isso. O melhor caminho é via BDR de ETF. Não se preocupe, vou explicar o que significam essas siglas.

BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são recibos de ações negociados na nossa Bolsa de Valores brasileira, a B3, lastreados em empresas estrangeiras. Em outras palavras, as BDRs possibilitam que o investidor compre ações de empresas internacionais, sem precisar abrir uma conta no exterior para isso.

As ETFs (Exchange Traded Funds, ou fundos negociados em bolsa) são fundos de investimento que replicam o desempenho de índices globais. Um ETF da S&P 500, por exemplo, acompanha o desempenho das 500 principais empresas americanas.

Atualmente, existem 39 ETFs listadas como BDRs, ou seja, BDRs que ajudam o investidor brasileiro a comprar ETFs internacionais.

Agora que esclarecemos os conceitos de BDR e ETF, minha recomendação para você colocar os seus pés na China é:

BDR de ETF: BCHI39

Para investir no gigante asiático, o melhor jeito é por meio de um ETF chinês. A boa notícia é que, hoje, no Brasil, temos uma BDR de ETF disponível para o varejo, com o código BCHI39.

A BCHI39 pode ser encontrada no home broker da sua corretora e adquirida com a mesma facilidade de uma ação de uma empresa brasileira ou estrangeira. Não tem taxa de administração, e você pagará apenas o imposto de 15% sobre o lucro.

O ativo reúne uma cesta de 603 companhias chinesas. O maior peso do índice fica por conta do setor de consumo discricionário, com 35,18%. Em seguida, temos os serviços de comunicação (20,07%), financeiro (13,53%), tecnologia da informação (6,7%) e saúde (6,46%) – diversificação na certa!

Quase tudo na vida é passageiro, e essa oportunidade também é.

Dados indicam que, a partir de 2030, o país emergente pode diminuir seu ritmo de crescimento e começar a se estabilizar economicamente. Quando o momento chegar, o investimento, que hoje é tão atrativo, talvez não seja mais.

Até lá, temos um bom tempo para aproveitar essa oportunidade e nos beneficiarmos dela!

Antes de nos despedirmos (por enquanto!), vão aqui algumas dicas finais.

Investir no exterior é uma ótima maneira de diversificar, além de ser uma alternativa para momentos em que a economia doméstica não está lá essas coisas. Mas, como todo novo investimento, é extremamente importante que ele seja feito de forma cautelosa e gradativa. Pedir recomendações de quem tem conhecimento de causa nunca é demais. 

O processo, se ainda é novo para você, implicará em custos, impostos e uma necessidade de aprendizado sobre como investir nesses ativos, além de você ter de se familiarizar com outros mercados, países e culturas. 

Sim, a China é uma excelente oportunidade. Mas, além dela, há outros países, muitos com a economia já consolidada, para explorarmos.

Espero que este relatório-presente seja o primeiro passo dos muitos que podemos dar juntos para desmistificar o tema de investimentos globais e descobrir o que está acontecendo de mais importante além de nossas fronteiras.

Espero reencontrar você em breve!

Se você puder tirar mais um minuto e me dizer se as informações e recomendações que eu dei acima ficaram claras, por favor, clique no botão abaixo e me responda algumas perguntinhas?

Isso é fundamental para que eu saiba se estou no caminho certo.

Basta clicar no botão abaixo:

Um abraço,

Felipe Arrais

<strong>Felipe Arrais</strong>
Felipe Arrais

é analista CNPI, especialista em investimentos globais da Spiti. Engenheiro de Gestão e bacharel em Ciência e Tecnologia pela Universidade Federal do ABC, além de engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London, atua desde 2015 no mercado financeiro ajudando pessoas físicas como consultor financeiro autônomo e, posteriormente, como analista de fundos de investimento. Foi um dos pioneiros no trabalho de pesquisa independente de fundos globais no Brasil, tendo sido responsável pela criação da carteira de um dos primeiros fundos de fundos globais voltado ao investidor de varejo. Hoje, na Spiti, carrega a bandeira da internacionalização dos investimentos, nicho ainda muito inexplorado por investidoras e investidores brasileiros.


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Sou a Luciana Seabra, CEO da Spiti, e misturei duas formações, em Comunicação e Economia, com o propósito de ajudar as pessoas a ganharem mais dinheiro investindo melhor. Também sou analista CNPI e planejadora certificada CFP®.

Reuni 42 pessoas em torno do mesmo propósito para construirmos juntas, começando em setembro de 2019, uma casa de análise regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cujo objetivo é fazer recomendações de investimentos com alto potencial de acerto, em uma linguagem acessível a todos. O nome dela é Spiti, casa em grego – porque investimento não é nada de outro mundo, mas, sim, algo que se discute de forma cotidiana, caseira, próxima.

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Luciana Seabra e Spiti


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